Apesar das resistências, governo confia na aprovação da PEC dos precatórios nesta quarta

Diante do aviso da área econômica de que sem aprovação da PEC dos precatórios não haverá dinheiro para pagar o Auxílio Brasil de R$ 400, a área política do governo se movimentou durante o feriado prolongado e, agora, se mostra confiante na aprovação da proposta nesta quarta-feira, 3. A matéria prevê o parcelamento do pagamento de dívidas que a Justiça já determinou que sejam pagas e também contempla mudanças na fórmula de cálculo do teto de gastos. No entanto, as resistências são muitas e não há consenso para aprovação dentro do Congresso Nacional. O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, garante que vai conseguir colocar ao menos 450 dos 513 deputados em plenário, chegando ao quórum para votação.

“Os parlamentares foram mobilizados, estarão em Brasília, estamos trabalhando o texto. O relator Hugo Motta faz um bom trabalho, o presidente Arthur Lira, a ministra Flávia Arruda também contribuíram para que a gente possa avançar na direção de construir uma ampla maioria e aprovar a PEC, que é para socorrer os brasileiros mais carentes e viabilizar o Auxílio Brasil”, afirmou o parlamentar. Para a aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) são necessários 308 votos, o que justifica o temor da cúpula da Câmara em pautar a votação. O presidente da Câmara, Arthur Lira, vai oferecer um almoço às lideranças para tentar chegar a um acordo.

Ricardo barros se mostra confiante na aprovação da matéria. “A oposição está em um dilema, sabe que precisa dar apoio aos mais pobres, porque é necessário, mas não quer por meio de aprovação do Auxílio Brasil fortalecer o presidente Jair Bolsonaro“, disse. Para garantir a aprovação do texto, o governo está sinalizando com a liberação de emendas que estavam represadas. A oposição reclama e alerta que matéria pode acabar afetando os professores, provocando atrasos na liberação de recursos para as redes estadual e municipal de educação. A equipe econômica nega e explica que precatórios de até R$ 66 mil serão sempre quitados.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

Jovem Pan

Comentários