Caso real de possessão demoníaca inspira ‘Invocação do Mal 3’

O roteiro do filme “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” é baseada num caso real de possessão demoníaca.

A história faz parte dos arquivos do casal Warren, demonologistas que foram grandes personalidades do ocultismo nos Estados Unidos entre as décadas de 1970 e 1980. 

O evento que inspira o novo longa é um dos raros momentos em que o sobrenatural se cruza com um caso de tribunal.

Em 16 de fevereiro de 1981, na cidade de Brookfield, em Connecticut, nos EUA, um homem de 19 anos chamado Arne Cheyenne Johnson foi acusado de esfaquear o seu senhorio, Alan Bono.

O rapaz, que estava bêbado no momento do crime, afirmou não ter memória alguma de ter esfaqueado Bono após uma confusão, alegando ter cometido o crime sob possessão demoníaca e, portanto, não poderia responder por suas ações.

O julgamento teve o envolvimento de Ed Lorraine Warren.

Em julho de 1980, os Warren lidaram com David Glatzel, de 12 anos, irmão de Deborah Glatzel, a namorada do assassino Arne Cheyenne Johnson — e uma das únicas testemunhas do crime. 

O menino havia sido possuído por um demônio e o casal foi contratado pela família Glatzel para realizar um intenso exorcismo. 

Além dos demonologistas, foi preciso da ajuda dos pais do menino, de Cheyenne Johnson, a sua namorada, e também quatro padres católicos para lidar com a presença nefasta na criança. 

De acordo com a família Glatzel, durante o exorcismo, Arne Cheyenne Johnson, na tentativa de salvar o menino, desafiou a entidade a possuí-lo.

Ed e Lorraine Warren: nos filmes e na vida real.

Nos meses antes do crime, a vida da família Glatzel não foi fácil. 

Cheyenne Johnson foi morar com a namorada e os sogros, mas a casa se tornou palco de eventos estranhos. 

A família relatou comportamentos bizarros e também aparições fantasmagóricas.

Pouco tempo depois, em fevereiro do ano seguinte, o jovem se tornou um assassino.

Além de ter toda a família Glatzel reforçando a ideia de ter sido possuído durante o exorcismo, os Warren também testemunharam a favor do homem.

Casal Warren foi alvo de críticas por participação no julgamento.

Em outubro de 1981, apesar da narrativa da defesa, o julgamento não teve uma conclusão favorável para o réu.

Alegando falta de evidências concretas e comprovações científicas, o juiz declarou Arne Cheyenne Johnson culpado de homicídio.

A sua sentença foi de 10 a 20 anos de cadeia. 

O rapaz, no entanto, foi liberado apenas cinco anos depois, em 1986, por bom comportamento. 

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