Críticas contra Weintraub não devem afetar indicação ao Banco Mundial

Na prática, a palavra final para nomeação de Weintraub acaba sendo mesmo do governo brasileiro.

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, só não assume o cargo de diretor-executivo no Banco Mundial caso o presidente da República, Jair Bolsonaro, mude de ideia. 

Apesar das críticas da oposição e de uma carta escrita por associação de funcionários da instituição financeira, a pressão, tecnicamente, não gera impedimentos para que Weintraub seja nomeado.

Na prática, a carta dos funcionários do Banco Mundial não partiu de nenhum dos membros do organismo e não deve ter efeitos na nomeação de Weintraub.

Além disso, a avaliação de uma fonte ouvida pelo Estadão/Broadcast é que o comitê de ética não faz “avaliação prévia” dos integrantes da diretoria, mas sim o monitoramento da atuação do indicado enquanto diretor.

De acordo com um ex-integrante do Banco Mundial, as críticas ao nome escolhido pelo governo do Brasil não impedem a entrada do ex-ministro, mas vão “atrapalhar sua vida” na instituição. 

No cargo para o qual foi indicado, Weintraub atuará como um representante dos “acionistas” em um conselho de administração de um banco. 

Ele vai representar o Brasil e mais oito nações, mas não passa a ser um funcionário do Banco Mundial. 

Os demais países fazem uma votação, mas como o Brasil tem mais do que 50% do capital votante da cadeira, a sua indicação depende exclusivamente dos acionistas e não passa pelo crivo do banco ou dos outros integrantes, ou seja, a palavra final, portanto, acaba sendo mesmo do governo brasileiro.

Comentários