Débora Falabella fala da rotina com a filha e o namorado na quarentena

Débora Falabella abriu o jogo sobre seu dia a dia na quarentena com o namorado, o ator Gustavo Vaz, e a filha, Nina, de 11 anos. A atriz, que protagoniza com ele a websérie “Se eu estivesse aí”, descreveu a convivência dos dois, detalhou como é a guarda compartilhada (a menina é filha dela com o músico Chuck Hipolitho) e desabafou sobre as dificuldades dos estudos em casa.

— O homeschoolling tá f***. Está bem difícil. Tem que assistir aula, (ela) não quer assistir. As escolas estão se organizando para conseguir fazer aulas mais apropriadas para este momento. Mas chegou uma hora que cansou. Nina não está aguentando mais. Tem dia que ela não quer mesmo. Aí tem dever, não quer fazer. Como eu nunca fui uma pessoa de muita rotina, aí eu falo: “Ah, então faz o que você quiser, o que achar…”. Eu não assisto a nenhuma aula com ela. Ela faz sozinha. Eu tenho que ficar lembrando esses horários: hora de aula, dever que tem que entregar… Hoje me ferrei num dever de Matemática (risos) — admitiu a atriz, no podcast “Calcinha larga”, apresentado por Tati Bernardi, Camila Fremder e Helen Ramos no Spotify.

Débora é a estrela do filme de Tati “Depois a louca sou eu”, com estreia adiada por conta da pandemia. Por conta da amizade com a escritora e roteirista, a atriz ficou mais à vontade para conversar sobre a vida pessoal. Em outro momento da entrevista, ela declarou que a filha tem dons artísticos e relatou como divide a guarda com Chuck:

— Cada um tem um jeito de lidar. Tem semana que ela fica louca para voltar para cá logo, tem semana que ela quer ir para lá. Tem hora que ela enche o saco da gente, né? Tem uma coisa boa em estar separado (…): ela consegue mudar um pouco de ambiente (…) Eu estou numa fase muito boa (com o ex-marido). A gente está conseguindo se dividir. Geralmente ela não fica assim (com dias rigorosamente delimitados para ficar com pai ou mãe). Na verdade, a gente nunca compartilhou guarda assim, só que na quarentena a gente tem achado que tem sido melhor ela ficar uma semana comigo e uma semana com ele (…) Nenhum dos dois (nem Débora nem Chuck Hipolitho) têm uma rotina. A escola me dá a rotina dela. Eu para fazer rotina sou uma negação. 

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Mãe coruja, a artista comentou sobre a personalidade da filha e disse que ela não se incomodou com os seus relacionamentos: 

— Nina tem um coisa que às vezes eu acho até um problema: ela quer sempre agradar. Tem uma hora que eu tenho que falar: “Nina, você pode ser quem você é. Se você tiver de saco cheio, pode falar”. Ela é muito legal, tem uma coisa de ser legal com as pessoas. Mas não sinto ela tendo crises de ciúme. Sinto ela às vezes exigindo uma atenção minha (…) E aí hoje já consigo sacar na hora. Ela fica mais carente, exige uma atenção que, no dia a dia, quando não está sentindo isso, não exige (…) Depois que eu e Chuck terminamos nosso casamento, eu tive três namoros. Em cada fase ela estava de um jeito. Agora é uma fase que ela está compreendendo muito mais as coisas. Quando eu contei, foi engraçado. Eu comecei a contar para ela que estava começando a gostar de uma pessoa. E na hora ela soltou uma expressão: “Ai, mãe, que fofo!”. Foi uma coisa um pouco amiga (risos). Eu estava morrendo de aflição de falar, de contar. E aí comecei a fazer encontros. Ia almoçar e o Gustavo ia com a gente, ela ia junto. Aí começou a criar uma amizade. Neste sentido, eles criaram uma relação muito legal. Então tem um pouco disso também: é um alívio para eles. Ainda mais nessa quarentena, eu estou o tempo inteiro: “Vai pra aula”, “Vamos dormir”, “Olha o dever”… Então, ter alguém do lado que dá uma aliviada, para ela, é legal. Apesar de ela ter essas carências e a gente fazer coisas juntas só a gente, a relação tem sido boa, equilibrada.

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