Delta Tankers divulga nota sobre vazamento no litoral nordestino

Por meio de nota oficial divulgada em sua página, a empresa grega Delta Tankers LTD. se pronunciou sobre as investigações que apuraram o envolvimento do NM Bouboulina no derramamento de óleo que causou diversos danos ambientais e econômicos no Nordeste brasileiro.continua após a publicidade

A petroleira grega alega que realizou vistoria nas câmeras e sensores do navio e que não encontrou indícios de que ele possa ter causado os referidos vazamentos durante a viagem da Venezuela para Melaka, na Malásia, quando passou pela costa brasileira.

A empresa se disponibilizou a compartilhar os relatórios das câmeras e sensores com o Brasil caso seja notificada oficialmente, o que ela declarou não ter acontecido até o momento.continua após a publicidade

Lei a íntegra da nota traduzida:

“Atenas, 2 de novembro de 2019.

DELTA TANKERS LTD., responsável pelo navio-tanque de petróleo bruto Bouboulina, sob uma bandeira grega, informa agora que eles realizaram uma pesquisa completa do material nas câmeras e sensores que todos os seus navios carregam como parte de suas políticas de segurança e ambientais, para monitorar as atividades a bordo e ao redor da embarcação, bem como alternâncias de curso, de paradas, velocidade etc.

Não há provas de que o navio tenha parado, realizado qualquer tipo de operação STS [sigla para ship to ship; navio para navio], vazado, desacelerado ou desviado do curso, em seu caminho para Melaka, na Malásia.

Este material será compartilhado de bom grado com autoridades brasileiras, caso entrem em contato com a empresa com relação a esta investigação. Até agora, esse contato não foi feito.

Como relatado ontem, dia 1º de novembro, no comunicado inicial da Delta Tankers, o navio partiu da Venezuela em 19 de julho de 2019, indo diretamente, sem paradas em outros portos, para Melaka, na Malásia, onde descarregou toda a carga sem qualquer falta.

DELTA TANKERS LTD. opera seguindo rigorosas políticas ambientais, cumprindo os regulamentos internacionais, e as câmeras e sensores a bordo de todos os seus navios fazem parte dessas políticas”. (Texto original em www.deltatankers.gr )

O NM Bouboulina é do tipo Suezmax, e sua capacidade máxima é 1,1 milhão de barris. As 2,5 mil toneladas que vazaram na costa brasileira equivalem a quase três milhões de litros. Isso representaria 1,8% da carga transportada pelo navio.

Pelo que já foi contabilizado, as manchas de petróleo em praias da região Nordeste atingiram pelo menos 286 localidades em 97 municípios de 9 estados. As últimas notícias informam que as manchas já chegaram ao arquipélago de Abrolhos, onde fica a 1ª Unidade de Conservação marinha do País.

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