Ex-padrasto preso por morte e estupro de Alanna Ludmilla é julgado nesta terça-feira (10)

Robert Serejo Oliveira, acusado dos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável da menina Alanna Ludmilla, de 10 anos, está sendo julgado no 2° Tribunal do Júri de São Luís na manhã desta terça-feira (10), em sessão presidida pelo juiz Gilberto de Moura Lima.

O réu foi pronunciado na 3° Vara do Termo de Paço do Lumiar para ser levado à juri popular. A defesa recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça manteve a decisão de pronúncia. Robert Oliveira está presente no julgamento e será interrogado após o depoimento das testemunhas.

O julgamento é fechado para o público e para a imprensa. Ao final do júri, Robert pode ser condenado pelo júri popular por crimes que somados podem chegar a mais de 20 anos de prisão.

Serão ouvidos no julgamento os parentes da vítima e peritos do Icrim. Por ser crime contra a criança, o processo tramita em segredo de justiça.

Relembre o caso

Na manhã do dia 3 de novembro de 2017, Alanna Ludmilla foi encontrada morta por vizinhos em uma cova rasa no quintal da sua casa, em Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís. Ela estava com as mãos amarradas para trás e com um saco plástico na cabeça. Segundo a polícia, a causa da morte foi asfixia após abuso sexual.

Antes do corpo ser achado a menina estava desaparecida. Segundo a polícia, ela sumiu durante o tempo em que estava sozinha em casa e a mãe tinha ido a uma entrevista de emprego. Durante as primeiras investigações, uma mochila que pertencia a menina foi encontrada em um terreno baldio em um bairro vizinho.

O principal suspeito era o ex-padrasto de Alanna, Robert Oliveira Serejo, que chegou a prestar depoimento na delegacia antes do corpo ser achado, mas depois não foi mais localizado. A prisão do suspeito aconteceu três dias após o crime, quando ele foi reconhecido em uma van que seguia em direção ao interior do Maranhão.

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