Justiça nega habeas corpus a Felipe Prior em investigação sobre estupros

A Justiça de São Paulo negou pedido de habeas corpus preventivo, com o objetivo de extinguir as denúncias e impedir eventual prisão, para Felipe Prior, ex-participante do Big Brother Brasil 20, na investigação sobre os estupros que ele teria cometido antes de entrar no reality show da Globo. A informação foi confirmada à Quem nesta quarta-feira (15) pela defesa do arquiteto através de um comunicado.

Nesta terça-feira (14), a juíza Carla Santos Balestreri decidiu que a solicitação da defesa do arquiteto não pode ser aceita, já que os advogados não forneceram todas as informações necessárias para a análise. O habeas corpus é um remédio constitucional que pode ser acionado sempre que alguém se sentir ameaçado de sofrer violência, coação ou abuso de poder. É uma forma de impedir ou prevenir a prisão arbitrária pelas denúncias. 

Leia, abaixo, o comunicado da defesa na íntregra:

Felipe Prior, por meio de sua assessoria jurídica, informa que na data de ontem, 14.04.2020, foi proferida decisão de lavra da Excelentíssima Magistrada Carla Santos Balestreri que indeferiu a liminar requerida. A magistrada solicitou informações à autoridade policial (delegada de polícia titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, Capital) sobre o inquérito policial instaurado que Felipe Prior ainda não tomou conhecimento formal, para posteriormente conceder vistas ao Ministério Público e ao término desses atos, julgar o mérito do Habeas Corpus impetrado no dia 08.04.2020. A defesa de Felipe Prior aguardará a prestação das informações a ser realizada pela autoridade policial“, dizia o comunicado assinado pelos advogados Carolina Tieppo Pugliese RibeiroRafael Tieppo Pugliese Ribeiro Celly F. de Mesquita Prior.

DENÚNCIAS
Conforme a reportagem publicada pela revista Marie Claire Brasil no dia 3 de abril, o arquiteto teria cometido os crimes entre os anos de 2014 e 2018. Uma das supostas vítimas, Themis (protegida por pseudônimo) afirmou que ela e uma amida teriam aceitado uma carona de Prior ao sair de um jogo em uma competição universitária. Após deixar a outra menina em casa, o ex-BBB teria parado o carro na rua e a estuprado. Leia a reportagem completa aqui.

“Simplesmente coloquei a violência que sofri debaixo do tapete por seis anos. Achei que não lidando com ela, sumiria em mim. Atrasei dois anos da minha faculdade por causa do estupro. Tranquei todas as matérias do curso porque vê-lo todos dias era torturante. Ele é um cara impulsivo, agressivo. O que mostrou no BBB não chega perto do que é na vida real”, disse Themis.

A estudante Freya, pseudônimo, acusou o ex-brother de tentativa de estupro em 2016, nos jogos universitários. Ele teria aproveitado seu estado de embriaguez e teria tentado forçar um ato sexual mesmo sem preservativo.

Uma terceira mulher acusou o paulista de estupro em 2018. O ato teria acontecido na mesma situação dos outros dois, no Interfau. Inicialmente, Ísis conta que iniciou relações sexuais de maneira consentida, mas o ex-BBB passou a agir de maneira agressiva e não parou quando ela pediu. Duas testemunhas sustentam a versão da jovem.

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