Justiça paralisa 8 barragens em MG; Vale diz não haver fundamento

A mineradora Vale afirmou nesta segunda-feira (4) que a decisão da 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte de suspender a operação de oito barragens no Estado não possui fundamento técnico ou avaliação de risco que justifique a medida.

O Tribunal acatou o pedido feito pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, em ação civil pública, e determinou que a empresa deixe de lançar rejeitos ou praticar qualquer atividade capaz de aumentar os riscos das barragens Laranjeiras, Menezes II, Capitão do Mato, Dique B, Taquaras, Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III.

A medida deve prejudicar especialmente as atividades da mina de Brucutu, a maior da Vale em Minas Gerais, vinculada à barragem de Laranjeiras. A companhia estima que a paralisação temporária da barragem de Laranjeiras terá um impacto na produção de minério de ferro de aproximadamente 30 milhões de toneladas por ano.

“As estruturas convencionais têm propósito exclusivo de contenção de sedimentos e não de disposição de rejeitos, à exceção da barragem de Laranjeiras. Todas as barragens estão devidamente licenciadas e possuem seus respectivos atestados de estabilidade vigentes”, diz trecho do comunicado.

A Vale informou ainda que entre as barragens afetadas pela ordem judicial, as três nas quais se utilizou a metodologia de alteamento são as de Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III, que, segundo a empresa, já estavam inoperantes e fazem parte plano de descomissionamento acelerado informado no dia 29. As demais estruturas são convencionais.

A Vale informou que tomará as medidas judiciais cabíveis quanto a esta decisão.

Por Ivan Ryngelblum | Valor

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