Maranhão precisa investir 8 vezes mais em saneamento para atingir metas de universalização até 2033

O Maranhão está entre os 24 estados brasileiros que precisam ampliar seus investimentos em saneamento básico, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil divulgado pelo G1 nesta quarta-feira (25). Indicadores apontam que o estado precisaria fazer uma investimento 8,66 vezes maior para atingir a meta de universalização até 2033.

Em julho, o Brasil sancionou o novo marco legal do saneamento básico. O texto aprovado tem, entre outros objetivos, tem a meta de que o país precisa chegar a 2033 com 99% de sua população atendida com água tratada e com 90% coleta e tratamento de esgoto.

Nesse sentido, o Maranhão está entre os estados que precisam investir mais para alcançar as metas. Atualmente, segundo o Instituto Trata Brasil, o estado tem 2,7 milhões de pessoas sem acesso à água tratada, o que corresponde a 43,6% da população, e 5,3 milhões sem coleta de esgoto, que representam 86,2% dos maranhenses.

Segundo dados disponibilizados ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2018 o Maranhão investiu R$ 149,9 milhões em saneamento básico, R$170,7 milhões em 2017 e R$ 136,3 milhões em 2016.

Além do Maranhão, outros 15 estados também têm média de investimentos muito abaixo da prevista para que a meta seja atingida: Acre, Ceará, Piauí, Rondônia, Pará, Amazonas, Goiás, Bahia, Tocantins, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraíba e Alagoas.

Situação em São Luís

Atualmente, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2018, 82% da população de São Luís recebem abastecimento de água. Com 66,2% de perdas de água, São Luís excede a média nacional no quesito. A média de perda do país é de 38,3%.

Quando o assunto é esgotamento sanitário, a situação é ainda mais preocupante para os ludovicenses. Estima-se que em São Luís apenas 48,3% da população recebe atendimento de coleta de esgoto, e 18% dos esgotos da capital do Maranhão são tratados.

Por fim, dados retirados do portal do Trata Brasil, o “Painel Saneamento Brasil”, mostram que entres os anos de 2010 e 2018, R$ 460 milhões foram investidos nos serviços de água e esgotamento sanitário de São Luís.

Saneamento básico — Foto: Economia G1

Saneamento básico — Foto: Economia G1

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