Márcio França é alvo de operação da Polícia Civil que apura suposto esquema de corrupção em SP

O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) é um dos alvos da operação da Polícia Civil de São Paulo deflagrada na manhã desta quarta-feira, 5, para apurar suposto esquema de corrupção na área da saúde. Os agentes cumpriram 34 mandados de busca e apreensão nas regiões de Araçatuba, Bauru, Baixada Santista, Campinas, Capital e Presidente Prudente. O irmão do pré-candidato ao Palácio do Bandeirantes, o médico Cláudio França, também é um dos alvos. A operação é um desdobramento da Operação Raio X, que apura crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Além da Polícia Civil, o Ministério Público e a Corregedoria Geral da Administração acompanham a operação.

Em nota, Márcio França classificou a operação como “política” e afirmou que não tem “medo de ameaças ou de chantagem”. “Começaram as eleições 2022. 1ª Operação Política. Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas ‘autoridades’, com ‘medo de perder as eleições’, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa. Toda operação policial tem nome! Essa é uma operação política e não policial. Ela é, evidentemente, de cunho político eleitoral. Não tenho ou tive qualquer relação comercial ou advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas que são alvo da investigação”, diz o ex-governador. Em outro trecho, o ex-governador, pré-candidato do PSB ao governo do Estado de São Paulo, diz que “é lamentável que se comece uma eleição para o governo de São Paulo com estas cenas de abuso de poder político”. “Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde. Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal”, segue França.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo ex-governador Márcio França:

Começaram as eleições 2022. 1ª Operação Política. Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas “autoridades”, com “medo de perder as eleições”, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa. Toda operação policial tem nome! Essa é uma operação política e não policial. Ela é, evidentemente, de cunho político eleitoral. Não tenho ou tive qualquer relação comercial ou advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas que são alvo da investigação. É lamentável que se comece uma eleição para o Governo de SP com estas cenas de abuso de poder político. Já venho há tempos alertando que um grupo criminoso em SP tenta me impedir de expressar a verdade. Sabem que não compactuo com eles, que querem tomar conta do Estado de SP. Se depender de mim, não vão conseguir. Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde. Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal. Só deixarei de ser governador de SP se o povo paulista não quiser. Não tenho medo de ameaças ou de chantagem. Em 40 anos de vida pública, já fui muitas vezes difamado e injustiçado, nunca condenado. Aliás, já enfrentei adversários muito mais qualificados. Não vão ser os meus atuais concorrentes, notórios mentirosos, que me farão recuar.

JPN

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