Máscaras de proteção feitas por internos de Pedrinhas serão doadas para alunos de escolas públicas

Máscaras de proteção, produzidas por internos do sistema prisional do Maranhão, serão doadas para mais de 300 mil alunos e profissionais da rede estadual de ensino. A iniciativa, resultado de parceria entre as Secretarias de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e de Educação (Seduc), irá beneficiar cerca de mil escolas estaduais.

A previsão é que as máscaras sejam entregues aos estudantes e profissionais da educação a partir de agosto, mês previsto para que as aulas presenciais recomecem. Durante as aulas, as escolas deverão seguir os protocolos de segurança de acordo com as organizações de saúde, e uma das medidas é o uso de máscaras pelos estudantes e profissionais.

Nesta semana, o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade de Oliveira, realizou a entrega simbólica das máscaras de proteção ao secretário da Seduc, Felipe Camarão. No total, serão mais de 1 milhão de máscaras, feitas com utilização da mão de obra carcerária, entregues à rede estadual de educação.

Produção

Desde abril, mais de 300 detentos do sistema prisional do Maranhão trabalham na confecção de máscaras de proteção. A meta de produção diária é de cerca de 30 mil máscaras. O trabalho acontece nas 5 malharias instaladas no Complexo Penitenciário de São Luís.

Os presos envolvidos na produção, além da remição de pena, que a cada três dias de trabalho reduzem um dia no sistema prisional, são remunerados com ¾ do salário mínimo pelo trabalho realizado.

O método produtivo preza pela higiene e qualidade, sendo obrigatória a utilização de itens de proteção individual pelos presos. Quanto à matéria-prima, os custodiados utilizam TNT atóxico e hipoalergênico.

Além das máscaras, a Seap está adequando um local com 158 máquinas para produzir jalecos, toucas, sapatilhas descartáveis de proteção e protetor facial (face shield).

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