Mundo tem escassez de 5,9 milhões de enfermeiros, segundo Organização Mundial da Saúde

O mundo enfrenta uma escassez de 5,9 milhões de enfermeiros, segundo relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira (7). O relatório foi anunciado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, durante transmissão em celebração do Dia Mundial da Saúde e dos profissionais de saúde durante a pandemia de coronavírus.

As regiões mais afetadas pela falta de enfermeiros são países de baixa renda do sudeste asiático, África e partes da América Latina, disse Adhanom. 80% dos enfermeiros estão concentrados em países que representam 50% da população mundial. Logo, a outra metade do mundo tem cobertura de apenas 20% do efetivo mundial desses profissionais.

Além da escassez, enfermeiros e enfermeiras enfrentam condições de trabalho precárias e salário baixos, diz a OMS. Atualmente, há 29,7 milhões de enfermeiros no mundo, dos quais 19,3 milhões são profissionais.

Na transmissão, a OMS reuniu enfermeiros e parteiras de diversas partes do mundo para falar sobre as dificuldades enfrentadas durante a pandemia, como o medo, a falta de equipamentos de proteção e a fadiga causada pela intensa carga de trabalho.

Mais de 3 mil trabalhadores da saúde já foram infectados com a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, disse Adhanom durante a transmissão.

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