‘Não há de se falar em impeachment de um presidente com apoio desse tamanho’, diz deputada

A deputada Alê Silva (PSL) avalia que os discursos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro nos atos de 7 de setembro não configuram ameaça ou ataque às instituições. Na visão da parlamentar, o chefe do Executivo “fala a língua do povo”. “A População quer que os três poderes cada um trabalhe dentro dos limites das suas competências, conforme está previsto na Constituição. Não acredito em ruptura, em ‘trabalhar fora das linhas da Constituição’. Ele está reproduzindo o sentimento da população. Quem está jogando fora das quatro linhas é o Supremo. Está havendo uma intervenção sem limites do STF junto aos demais poderes e isso a gente não pode mais aceitar”, afirmou a parlamentar durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, defendendo que as instituições trabalhem “pelo bem do povo e da nação”.

No geral, o discurso do presidente Bolsonaro na capital paulista desta terça-feira, 7, foi marcado por duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre outras coisas, o chefe do Executivo pediu que o magistrado deixe de ser “canalha” e afirmou que não vai mais respeitar as determinações do ministro.  As declarações repercutiram negativamente entre as autoridades, que enxergam no discurso ameaças à democracia. Com isso, o Senado Federal cancelou os trabalhos desta quarta-feira, 8, e lideranças voltaram a discutir a abertura do processo de impeachment de Jair Bolsonaro, com apoio de novos partidos como o PSDB, que vai debater o tema ainda hoje. Para Alê Silva, no entanto, não há chances de afastamento.

“Povo é a primeira e única instituição democrática que existe, as demais são constituídas a partir do voto e da vontade do povo, que clamou e tem que ser ouvido. Não há de se falar em impeachment de um presidente com apoio desse tamanho. A voz do povo é a voz de Deus”, garantiu. Segundo a deputada, a temperatura política deve aumentar porque a oposição viu o apoio a Bolsonaro nas ruas. “A opinião pública está massivamente ao seu lado. Em pleno feriado as pessoas foram às ruas, pessoas de outros Estados vieram à avenida Paulista, foram à Brasília, gastando o próprio bolso. […] As pesquisas reais são as que vêm nas ruas. A oposição deve estar aflita, porque mais uma vez se materializou apoio do presidente.”

Jovem Pan

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