Neymar sobra fisicamente para brilhar nas finais da Champions League

O único brasileiro que prefere Mangaratiba a Paris parece extremamente confortável em Lisboa. A atuação contra a Atalanta foi excelente, mas Neymar sabe que precisará mais para ser campeão da Champions League e, consequentemente, ter chance de ganhar o prêmio de melhor do mundo da Fifa. Vai precisar, por exemplo, que seu time seja mais compacto, mas forte do que mostrou na dramática vitória das quartas-de-final.

Os índices de Neymar no jogo indicam que sua temporada de treinos no litoral do Rio de Janeiro foi bem sucedida. Teve o recorde de dribles na partida, com 15, foi quem mais finalizou, sete vezes, deu quatro passes decisivos, quatro cruzamentos, 58 passes certos, com 75% de acerto, o maior número entre todos os jogadores de meio-de-campo e ataque na partida — só Bernat e Kimpembe passaram mais e mais curto.

Neymar está fisicamente um monstro. Saiu de Mangaratiba seguro de ter recuperado massa muscular e a potência que julgava lhe faltar nos últimos tempos. Está forte e veloz. Também maduro, jogando na posição de ponta-de-lança, pela faixa central do ataque no 4-3-3 montado por Thomas Tuchel, com Icardi e Saravia escapando pelos lados para entradas em diagonal.

Seu único pecado foi a finalização. Ele sabe que num jogo mais duro do que contra a Atalanta, a semifinal e a final não perdoarão três gols perdidos como os que desperdiçou nas quartas-de-final em Lisboa. Mas são dois jogos que podem mudar o olhar do planeta sobre o craque brasileiro.

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