Pix: Saque em lojas, parcelamento de compras… veja as novidades a partir de 2021

RIO — Na esteira do sucesso do primeiro dia do cadastramento do Pix, o Banco Central já desenvolve outras funcionalidades para o novo meio de pagamentos, que devem ser lançadas a partir de 2021. Entre elas estão o saque em estabelecimentos comerciais, débito automático, parcelamento de compras e até compra de imóveis e carros.

Sucesso: Em dois dias, mais de dez milhões de ‘chaves Pix’ foram registradas

O prazo de cadastramento das chamadas chaves Pix – a identificação dos usuários no serviço – começou nesta segunda-feira, quando foram registradas 3,5 milhões de chaves. Mais de 600 instituições, entre bancos e fintechs, estão aptas a fazer o cadastro.SAIBA O QUE É PIX E COMO VAI FUNCIONAR O NOVO SISTEMA DE PAGAMENTO EM 10 PONTOS1 de 10 

O que é o Pix?

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É um meio de pagamentos criado pelo Banco Central que permitirá transferências e pagamentos instantâneos 24 horas por dia e sete dias por semana. A promessa é que o novo seviço seja mais simples que os atuais TED e DOC. O Pix só vai começar a funcionar no dia 16 de novembro, mas o cadastramento das chamadas chaves já começou.

O que é uma chave Pix?

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A chave é um meio de identificar a conta do usuário. Há quatro tipos: CPF ou CNPJ, e-mail, número de celular e uma chave de segurança aleatória de números e letras. Na hora de fazer transferência, em vez de o usuário ter que informar nome, CPF, número da conta e da agência, como é feito atualmente, basta colocar a chave Pix.

Quem poderá utilizar o Pix?

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Qualquer pessoa ou empresa que tenha uma conta corrente, conta de depósito ou conta de pagamento pré-paga. Para transferências entre pessoas físicas e pagamento de pessoas físicas para empresas, o Pix será gratuito. Para MEIs, venda com finalidade comercial poderá ser tarifada.

Como cadastrar as chaves?

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O registro será feito pelo site ou app da instituição onde o cliente tem conta. É preciso confirmar a posse da chave e vinculá-la à conta do Pix. Por exemplo, no caso do uso do e-mail ou do celular como chave, o usuário receberá um código por SMS ou por e-mail que deverá ser inserido no app para confirmar a identificação.

Quantas chaves Pix posso cadastrar?

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Pessoas físicas podem ter cinco chaves para cada conta da qual sejam titulares. Para empresas, o limite é de 20 chaves por conta. O cadastramento de chave promete facilidade e rapidez no uso diário do Pix, mas não é obrigatório.PUBLICIDADE

Como fazer uma transferência?

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O Pix vai aparecer no aplicativo do banco ou da fintech, ao lado do TED e do DOC. Ao selecionar a opção, quem estiver usando o serviço poderá digitar uma identificação de quem vai receber o dinheiro, a chave Pix (CPF, e-mail ou telefone celular). Quem for enviar recursos, coloca o montante a ser transferido e aprova a transação. Quem recebe pode gerar um QR code e enviá-lo ao pagador.

Como fazer um pagamento via Pix?

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Para fazer compras, o Pix também poderá ser usado via QR Code. O consumidor abre o aplicativo do banco ou da fintech, seleciona a opção Pix e direciona a câmera do celular para o QR Code disponibilizado pelo estabelecimento comercial, que também pode, assim como em transferências, informar sua chave Pix

Como acesso o Pix?

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O Pix estará disponível em qualquer plataforma que a instituição financeira escolher. No entanto, o BC espera que o celular seja o canal mais usado. Em um primeiro momento, será necessário ter acesso à internet, mas o BC prevê que um serviço off-line esteja disponível em 2021.

O Pix é seguro?

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As informações pessoais são protegidas pelo sigilo bancário e as medidas de segurança já adotadas pelas instituições financeiras em TEDs e DOCs serão utilizadas no Pix. Em caso de erro em uma transação, valem as regras atuais. Se ocorrer o envio de um valor errado, será necessário negociar com o recebedor para que o montante seja devolvido.

Qual o papel do Banco Central?

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O Banco Central vai prover a infraestrutura do Pix, uma base de dados centralizada com os dados das contas dos recebedores. Dessa maneira, os participantes do sistema de pagamento poderão aproveitar a infraestrutura única para acelerar o processo de transferência e pagamento

A alta busca levou muitos aplicativos de bancos a ficarem fora do ar na segunda. Já nesta terça, os apps de bancos e fintechs voltaram a operar sem interrupções, inclusive na parte de cadastramento das chaves do Pix.

As novas funcionalidades do Pix fazem parte da chamada “agenda evolutiva” do Banco Central, que tem projetos para os próximos anos e já começa em 2021.

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Quais as novidades do Pix 

Saque Pix

O saque em estabelecimentos comerciais via Pix deve entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2021. A expectativa do Banco Central é que essa funcionalidade auxilie os dois lados da transação: o consumidor, que não precisará mais de um caixa eletrônico para sacar dinheiro em espécie, e o comerciante, que vai diminuir os gastos com o manejo do dinheiro.PUBLICIDADE

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O saque deve funcionar da seguinte maneira: O consumidor chega ao caixa de um supermercado e diz que quer sacar R$ 100 com o Pix. O caixa, então, escolhe a opção na maquininha do cartão, que exibe um QR Code.

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O consumidor abre o aplicativo do celular, escolhe a opção Pix e escaneia o código, fazendo o pagamento de R$ 100 para o mercado. Depois dessa confirmação, o atendente recolhe o dinheiro em espécie do caixa e dá para o consumidor.

Compra de imóveis e carros

O Banco Central também está desenvolvendo uma ferramenta para facilitar a compra de ativos, como imóveis e carros. A ideia é acelerar o processo, integrando o sistema da transferência da posse com a ordem do pagamento.

Pagamento por aproximação

O Banco Central incluiu o pagamento por aproximação na agenda evolutiva do Pix. Ainda não há detalhes de como será feito, mas a tecnologia de aproximação envolve o NFC (Near Field Communication), que conecta dois dispositivos se estiverem um próximo do outro.

Alguns cartões de crédito já operam dessa forma, muitas vezes sem a necessidade de digitar a senha para valores mais baixos.PUBLICIDADE

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Parcelamento de compras

Essa funcionalidade não vai entrar junto com o lançamento do programa em novembro, mas está sendo desenvolvida pelo Banco Central, ainda sem data para a estreia.

Transferências internacionais

O Banco Central já teve conversas preliminares sobre como integrar o Pix com outros sistemas parecidos no exterior. No entanto, o processo ainda está no começo e pode demorar para ser concretizado.

Débito automático

A funcionalidade do débito automático também está em estudo pelo Banco Central, mas ainda sem data para ser colocada no mercado.

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