Queimadas na Amazônia maranhense cresceram 175% durante a pandemia, aponta Inpe

As queimadas na região da floresta amazônica no Maranhão cresceram 175% desde o dia 20 de março, quando o primeiro caso do novo coronavírus foi registrado no estado.

Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre 20 de março e 1º de julho, a Amazônia maranhense teve 40 focos de queimadas registrados em 2019, enquanto em 2020 foram 110 focos no mesmo período.

No bioma cerrado e na caatinga, também houve aumento no registro de focos durante a pandemia. Ao todo, o crescimento nas queimadas foi de 16,7% somando todos os biomas. Veja abaixo o mapa da divisão dos biomas no estado e o números de focos por região.

Mapa dos biomas no Maranhão. Destaque para a região de cerrado, que abrange a maior área — Foto: Embrapa (2013)

Mapa dos biomas no Maranhão. Destaque para a região de cerrado, que abrange a maior área — Foto: Embrapa (2013)Focos de queimadas no MaranhãoEntre 20 de março e 1º de julhoNúmero de focos de queimadas9349341.0201.02040401101102299Cerrado (2019)Cerrado (2020)Amazônia (2019)Amazônia (2020)Caatinga (2019)Caatinga (2020)010002505007501250Fonte: Inpe

A maioria dos focos de incêndio em 2020 está na região sul do estado, onde a predomina o setor agropecuário. Confira o ranking de cidades com mais focos de queimadas durante a pandemia no Maranhão:

  1. Balsas – 151 focos
  2. Mirador – 128 focos
  3. Grajaú – 76 focos
  4. Fernando Falcão – 76 focos
  5. Riachão – 62 focos
  6. Alto Parnaíba – 61 focos
  7. Carolina – 56 focos
  8. São Raimundo da Mangabeiras – 28 focos
  9. Tutoia – 25 focos
  10. Tasso Fragoso – 23 focos

No Brasil

Usando como base apenas o mês de junho, o número de queimadas no bioma Amazônia foi o maior observado para o mês desde 2007. Foi um aumento de 19,6% em comparação com o mesmo mês no ano passado. Em junho de 2020, foram 2.248 focos ativos, em 2019, 1.880.

Queimadas na Amazônia em junho de 2007 a 2020 — Foto: G1

Queimadas na Amazônia em junho de 2007 a 2020 — Foto: G1

Segundo o Inpe, a média histórica para junho é de 2.724 focos ativos de queimadas no bioma Amazônia. Em junho de 2020, o índice ficou 17% abaixo da média dos últimos 21 anos, mas o número não passava dos 2 mil desde 2007, quando houve 3.519 pontos de incêndio na floresta.

Entre janeiro e junho foram 10.395 focos em todo o país, contra 8.821 no mesmo período do ano passado – um crescimento de 17,8%.

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