Quem sobra? Neymar retorna à Champions após quase um ano e vê ataque concorrido no PSG

O duelo entre PSG e Real Madrid, nesta terça-feira, pela quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, não vale muita coisa para a equipe francesa, já classificada para as oitavas, mas marca o retorno de Neymar ao torneio após quase um ano. Convivendo com lesões e a suspensão que recebeu por insultos na eliminação na temporada passada, o atacante entrou em campo pela última vez no dia 11 de dezembro de 2018, na goleada por 4 a 1 sobre o Estrela Vermelha.

O camisa 10, que atuou por 63 minutos na vitória por 2 a 0 sobre o Lille, jogo que marcou seu retorno ao time na última sexta-feira, encontra um ataque com bastante concorrência por vagas. Isso porque a dupla argentina formada por Di María – atacante que mais jogou, 19 vezes – e Icardi – artilheiro da equipe com 10 gols – vem sendo fundamental para o bom desempenho na temporada, deixando Mbappé e Cavani no banco de reservas em algumas partidas.

Contando que Thomas Tuchel mantenha a opção frequente de escalar três jogadores de meio-campo – Marquinhos, Gueye e Verratti na maioria das vezes -, duas das cinco estrelas devem sobrar no banco de reservas. Se o desempenho falar mais alto que o peso do nome, só haverá espaço para um do MCN. Mesmo recém-recuperado, Neymar larga na frente na disputa.

As lesões no ataque do PSG na temporada:

  • Cavani lesionou o quadril na terceira rodada do Campeonato Francês e ficou fora por oito jogos. No retorno, foi titular apenas uma vez em sete possíveis.
  • Mbappé também teve problema físico – músculo anterior da coxa esquerda – na terceira rodada do Francês, e perdeu os cinco jogos seguintes. No retorno, foi titular três vezes de oito possíveis. Ainda perdeu dois jogos por problemas musculares.
  • Neymar perdeu quatro jogos no início da temporada após rompimento do ligamento do tornozelo direito pela seleção brasileira, o que o tirou da Copa América. No retorno, jogou cinco partidas, todas como titular, e marcou em quatro delas. Em outubro, teve lesão na coxa esquerda e ficou fora de mais seis jogos, até retornar diante do Lille.

Ataque do PSG na temporada

Jogos disputadosComo titularComo reservaMinutos jogadosGolsMinutos por gol
Di María191541.4259158,3
Icardi11927151071,5
Mbappé1275711979
Neymar6605134128,25
Cavani9544312215,5

Fonte: GloboEsporte.com

Também por conta de lesões, Tuchel não escalou Neymar e Mbappé juntos como titulares nenhuma vez nesta temporada. Entre os centroavantes, é Icardi ou Cavani: os dois também nunca começaram jogando juntos, e só estiveram lado a lado em campo durante 37 minutos em toda a temporada – quando o uruguaio entrou no fim diante do Olympique de Marselha e do Dijon no Campeonato Francês.

Neymar e Mbappé no treino de segunda-feira: atacante ainda não começaram jogando juntos na temporada — Foto: REUTERS/Sergio Perez

Neymar e Mbappé no treino de segunda-feira: atacante ainda não começaram jogando juntos na temporada — Foto: REUTERS/Sergio Perez

Na entrevista coletiva após o último triunfo no Campeonato Francês, Tuchel falou sobre o quebra-cabeça que tem montar no ataque do time. Veja as respostas:

Di Maria e Icardi são indispensáveis?

– Eles são fortes, certo? Ambos ficaram conosco durante a trégua. Isso é bom para nós. Estou muito feliz, ambos são decisivos, jogam bem juntos. Eles trabalham para a equipe, controlam a bola, fazem grandes diferenças. Angel (Di María) nunca para de correr. Ele foi decisivo e super confiável. Mauro (Icardi) fecha os espaços com a mesma intensidade, com ou sem a bola.

É possível alinhar as quatro estrelas juntas (Neymar, Icardi, Mbappé e Di Maria)?

– Nós devemos tentar (risos) . Mas se fizermos isso, temos que pensar em como equilibrar a equipe, como controlar os ataques dos adversários, não é fácil. Devemos pensar se podemos ser equilibrados ou ofensivos. Temos a oportunidade de tentar.

Você tem medo de anunciar seus onze titulares contra o Real Madrid?

– Tomei decisões difíceis na última temporada, também nesta temporada. Com Edi (Cavani) . Nunca é fácil dizer a ele que ele não está começando. Você acha fácil contar a Neymar que ele precisa sair aos 60 minutos? Não, não é fácil. É o meu trabalho.

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