Reuniões na Espanha mostram como serão tensas as discussões para a volta do futebol ao nosso cotidiano

A Covid-19 segue firme e inclemente na Espanha. Até as 13 horas (Brasília) de hoje (quarta-feira), eram 146.690 casos confirmados e 14.673 mortos. Números terríveis. A Espanha só fica atrás da Itália (17.127) em vítimas fatais. A crise segue forte. A curva até dá sinais de queda, porém não existe nenhuma estimativa de quando a quarentena termina definitivamente e, lógico, quando os espanhóis terão sua vida e rotina de volta.

Pensar em retorno do futebol, nem se fala. Diante de tantas vítimas fatais, com dores e sentimentos estilhaçados por todo país, hoje é impossível pensar em que dia do calendário a bola voltaria a rolar. Na Espanha e no mundo inteiro. Só que as reuniões já começaram, e o desacordo esperado, idem. A capa do Diário Marca, que ilustra esse post, exibe o quanto serão tensas, delicadas e imprevisíveis as discussões sobre a volta do futebol ao nosso cotidiano.

Na Espanha, as reuniões envolvem a RFEF (Real Federação de Futebol Espanhol), a direção de La Liga, a AFE (Associação de Futebolistas Espanhóis) e os clubes. Como mostra o Marca, o acordo está longe, e as reuniões são tensas.

Faltam 11 jogos para o fim de La Liga. Há uma corrente que defende jogos a cada 48 horas. O sindicato, forte, já disse não. É provável que o intervalo seja de 72 horas entre um jogo e outro. Mas não há nenhum sinal de consenso. Até porque será preciso acordo com a Uefa/Champions/Liga Europa, outra interessada na história.

Enquanto isso, uma novidade. As Ilhas Canárias, por sua posição geográfica, tiveram menos perdas com a pandemia. A região ofereceu-se para ser sede única das rodadas restantes de La Liga. O clima é bom e quente, os turistas (utópico) são milhares na região e a proposta foi feita. Sinceramente, acho delirante em termos logísticos. E de onde tiraram a ideia de que em maio/junho/julho teremos turistas no planeta? Parece coisa de quem vive no mundo paralelo.

Enfim, eu sou você amanhã. O Brasil logo estará no papel da Espanha. Na tragédia, nas dores, nas perdas, nas incertezas e nas discussões sobre o calendário do futebol. Com um agravante por aqui. São os Estaduais. Eles vão terminar. Tudo leva a crer que não serão cancelados. Alguém vai ter que ceder. Alguém vai ter que perder. Façam suas apostas.

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